9 de dezembro de 2014

Wellington num Parking


Dormimos 3 noites em Wellington sem encontrar um camping, apenas parkings de hostels ou de motels nos aceitavam, a troco de 15$ por pessoa com direito a usar a casa de banho e a cozinha. Uma roubalheira! O Motel mais barato custava 100$ o que é uma fortuna por um lugar básico para dormir, por isso optamos pela caravana e pelo parque de estacionamento. No primeiro, fomos os últimos a chegar e ficamos colados ao lixo (não dava para abrir a janela e só queria sonhar que estava noutro lugar), no ultimo ficamos 2 noites e o hostel era engraçado, deixando de ser tão mau estar no parking. 
O tempo estava cinzento e muito frio, com ventos que nos abanavam enquanto dormíamos.
Wellington foi considerada a cidade mais cool do mundo, em 2011. Tem alguns cafés com graça, restaurantes com pinta e a cuba´s street onde a  “gente cool” se passeia. As lojas de segunda mão, que eu adoro, são as únicas existentes, bem como objectos vintage de um passado recente Neo Zelandês. Muito interessante. Apenas com meia dúzia de prédios, numa espécie de financial district, toda a gente tem a sua casinha, com jardim, trampolim para as crianças e barco, com vistas magníficas e uma vida que nos parece bem pacata.
Os subúrbios de Wellington são baías e mais baías, colinas e mais colinas com casinhas de madeira, sem trafico e sem dificuldade de chegarem onde querem.
Visitamos o Te Papa Museum, o maior museu da NZ, com vários andares a mostrar a história e a arte do país que foi povoado há apenas 200 anos.
Depois de irmos ao jardim botânico, subimos no cable car , que aparece em todos os postais (que não vale nada a pena) e avistámos uma cidade que parece meia adormecida.
Nunca vi o Hobbit nem o Lord of the Rings, não são o meu género de filme, mas fomos espreitar a produtora que fez estes e outros filmes como o Tintin e o King Kong. Peter Jackson é sócio da produtora Weta Cave e encontrou aqui o lugar e as pessoas indicadas para fazer os efeitos especiais e as maquilhagens extraordinárias de grandes produções Hollyodescas.
Já chega de cidade, vamos mas é para o campo! saudades das ovelhinhas!

 fogueira no camping antes de chegarmos a Wellington


aqui dormimos, sozinhos com o som da passarada

 a caminho

 cidade, ainda antes de chegarmos

 muitas lojas de velharias ou vintage, como queiram, pelo caminho.


kilos de quinquilharia 

 Te Papa Museum, a fazer uma Selfie.

 Bill Culbert, Neo Zelandês que esteve na Bienal de Veneza

Baías nos arredores de Wellington




 assistimos a um jogo de criquete

 cable car

 o ponto alto do Jardim Botanico para o manel. Porque é que não temos parques infantins assim ?:(



 Jardim só de rosas que parece não ter graça, mas daqui já dava para sentir o cheiro incrível das varias cores de rosas

 a foto não mostra cheiros, é pena...

 wellington sunday mood :) fato de treino é universal!!!!!

 cable car para a foto

 nas produções Weta Cave




 Cuba Street

 comemos fora pela 1ª vez. "Mae, isto são oculos?" e explicar-lhe que eu ouvia musica com isto...??? complicado...

 cuba street







5 de dezembro de 2014

Terras Vulcânicas


Estamos em Wellington, no sul da Ilha do norte, mas não vamos passar para a Ilha do Sul.  Para além de estarem temperaturas negativas, o que torna complicadas as noites na caravana, não temos tempo para fazer a ilha com calma. Optámos assim, por fazer com calma e sem pressas a ilha do Norte e ficar a sonhar com o dia em que voltaremos, para fazer a ilha do sulJ
De Wellington, falo no próximo post.
Os últimos dias, estivemos embrulhados na natureza, fizemos alguns kms e muitas curvas no meio de florestas, que pareciam não ter fim.
De vez em quando, lá aparecia uma cidadezinha, que mais parecia, uma cidade moderna de cowboys. Os edifícios, são de madeira, coloridos e cada um tem um serviço. A loja de pesca e caça, o banco, o correio, a mercearia, o cinema, a igreja... Todos na mesma rua deste far west mas...sem policias e sem ladrões! Aliás, nunca vimos um policia desde que chegamos! E pelo que ouvi, não deve haver país com menos criminalidade no mundo...
Também reparei num ou outro edifício art déco sem perceber bem porquê, mas depois acabei por ler que um grande tremor de terra, em 1930, trouxe novas construções a seguir padrões da época...
Fomos também a banhos, na região vulcânica de Rotorua e ficamos com pena de não ter feito o Jet Boat, nos rápidos. O Manel viu um a passar e disse que não ía L
O Sol, visitou-nos no dia em que mais precisávamos dele: o dia em que visitamos o Tongariro National Park e que avistamos os 3 imponentes vulcões. Dizem, que tivemos sorte, que não é fácil vê-los sem nuvens agarradas, mas nós vimos! Abençoada por isso! É inacreditável! A paisagem foi palco das filmagens do Senhor dos Anéis (não vi o filme) e de mais não sei quantos filmes e percebe-se bem porquê.  É o mais antigo parque nacional da NZ e Património da Humanidade. Mais de metade no ano faz se ski, no verão, caminhadas e passeios para todos os graus de dificuldade.
O Manel, comprou uma cana de pesca profissional e só quer ir para os lagos. O Ricardo começa a dar sinais de precisar de uma cidade. Estamos divididos. Next Stop Wellington!


no meio da madeira aparece isto 

 aqui dormimos e onde estava também um pescador que nos ofereceu uma truta. A primeira e ultima, que o ricardo arranja na vida.


 


 dormimos com 0 graus com toda a roupa que tínhamos. Até o corta vento levei para a cama nesta noite.

 Rotorua. Frio cá fora. Na água 37 graus. Sabia muito mas muito bem!


 piscinas quentes do camping

o Jet Boat que assustou o Manel

 numa paragem para almocar, o Manel experimentou a cana nova. Correu mal e estes cisnes pretos ficaram zangados.

 Tongarino National Park

 toquei-lhe!

 caminhadas

 noite na floresta, num caminho alternativo para Wellington que nos custou muitas curvas, más disposições e picadas de bichos (no meu caso)

 nós e a bicharada, fizemos uma fogueira para nos fazer companhia



30 de novembro de 2014

País mais verde não há!!!


Boa noite e bom dia por aí! J
Continuamos a navegar pelo país verde. Nunca vi tanto verde e tanta vaca e ovelha, na minha vida. Devem ser muito felizes a viver num prato de comidinha (palavras do Ricardo). O Ricardo acha um sonho esta vacaria toda, não por as achar lindas, mas porque deseja que chegue o dia em que vai ter um mega bife no prato.
São 3,2 milhões de habitantes, na Ilha do Norte que tem 1.200 kms de extensão. Poucas pessoas, para tanta paisagem! Não se vê quase ninguém pelos caminhos e estradas que passamos e as casas estão muito espaçadas umas das outras, à exceção de pequenos aglomerados a que eles chamam cidades. Não há prédios, só casas e tudo funciona na perfeição. Perfeito demais, como as suas paisagens. Qualquer serviço ou loja fecha às 16h30, pelo que há tempo para trabalhar e para usufruir desta natureza, sim porque não há mesmo mais nada.
Nestes dias andámos pelo norte do país, com chuva, vento, sol e frio. Fomos seguir a rota dos Maoris (população indígena, oriunda da Polinésia, que povoou a NZ, antes dos europeus cá chegarem), ver as primeiras casas da Nova Zelândia, descer dunas com pranchas de body board, ver as “Kauri Trees” (árvores gigantes) e fizemos um trekking na Waipoua Forest.
Nesta zona norte, vivem os kiwis, o animal que dá a imagem ao país. Parece um pato, mas não voa, vive de noite e 70% deles são comidos por cães, o país vive a tentar protegê-los porque estão em vias de extinção. Ninguém os vê, mas o Ricardo teve a sorte de passar por um à noite em Russell. Eu e o Manel continuamos à procura...
Quando o sol aparece, a paisagem ganha uma luz e uma intensidade que não quero mais esquecer. Com chuva também é muito bom, mas falta qualquer coisa. Esperemos que o Verão chegue em breve...

 1as casas da NZ

 aldeia maori


 Pelos trilhos dos Maoris.

 dormimos...

...aqui!

 a preparar o surf nas dunas

 eles estão lá em cima,  são aqueles pontinhos.

um ás cavalitas do outro, lá vêm...

 é assim...

 uma paragem para almoço

 uma vista deslumbrante

 umas cabras bébés

 e uma Kauri gigante!

nós, entre 2 kauris.

 na floresta

 demos boleia a 1, depois a mais 2 backbackers, que se arrependeram de ter pedido boleia, depois do Manel ter vomitado alarvemente. Estávamos no meio do nada e foram obrigados a seguir viagem connosco :)