14 de dezembro de 2014

A Costa Oeste. O surf e um solzinho por favor!


A costa oeste é conhecida pelas boas ondas e pela quantidade de gente que pratica surf. As praias são enormes, com areia dura e escura (vulcânica), óptima para boas caminhadas, com casas de madeira e muito verde, como cenário.
Uma das nossas noites foi passada ao lado da Egmont Reserve. Eu queria muito, ver um vulcão extinto há alguns anos que existe nesta reserva. Dizem ser o mais perfeito do mundo, geometricamente falando. O mais parecido, com os que fazemos nos desenhos. As nuvens, não nos deixaram ver mais, do que a base do Monte Egmont.:( Fizemos mais uma das nossas caminhadas na floresta e esquecemos o tímido Egmont que não quis aparecer.
Os dias avizinhavam-se cinzentos, com momentos de sol, que eram aproveitados com passeios na praia  e até houve um mergulho. O tempo a piorar e quando queríamos que ficassem dias melhores! Pois íamos para Raglan, a capital do surf (melhor esquerda da NZ, dizem...) com ambiente cool, chinela no dedo...
Ficamos, em Raglan, num camping óptimo, com grande vista e ambiente muito bom. E passávamos a vida a dizer “isto com sol é que era” (a frase da NZJ)
Era tempo de largar um bocadinho a caravana, de nos esticarmos, de termos um tecto e um chão mais espaçoso. Procuramos uma “cottage” e a experiência de viver numa quinta Neozelandesa. Encontramos a da Tess. Fomos buscar ovos frescos, laranjas, da horta tirei alface, cebolinho e muitas ervinhas e senti-me em casa. O Manel deu um grande passeio a cavalo e deu biberon a um touro com 5 dias! A quinta dela é linda, cheia de frutos, flores e animais que por lá se passeiam. A Tess, vive há uma vida naquele lugar mágico, deve ter 60 e poucos e só tem rugas de alegria. Aquele lugar é ela.
Este foi a nossa ultima paragem, antes de entrarmos na Península de Coromandel. Muito entusiasmados com esta etapa que aí vem!!
Ainda não falei das pessoas que vamos encontrando nesta viagem. São alguns, os turistas europeus, mas não são aos montes. A época alta começa no dia 21, com o Solstício de verão. Quando vêm, ficam no mínimo 1 mês. Uns, juntam as férias de vários anos e vêm fazer a viagem de sonho com a família, como um casal de Americanos com os filhos, com que estivemos umas horas em Raglan. Outros gostam é de viajar sozinhos e então este e o país ideal para o fazer. John, o canadiano, que num camping (alguns têm sala de tv), viu o “Frozen 2” com o Manel, está a fazer toda a Nova Zelândia (pela 2ª vez) de bicicleta e quando eu lhe pergunto se gosta mesmo de viajar sozinho, ele diz que nem tem resposta... Até já esteve em Portugal mas claro sempre em duas rodas.
Numa noite, na floresta, chegou um italiano que viaja há 2 meses com a mulher de carro e tenda, mas chegou até cá de barco. Foram 12 meses sozinho num barco de 10 metros. Gente muito aventureira! 


 agora, paramos muito para pescar

  e pescou o 1º peixe!!

 a estrada...


 caminhada na floresta...

 ... onde esta cascata fez esquecer o vulcão

 os caminhos

 uma grande baía com um grande dia!

 céu azul!!!

 Em Egmont não vimos o Vulcão, mas apanhámos um Kiwi


 Raglan Beach




 cabines ao lado das caravanas em Raglan Beach Camping

 Raglan

 New Plymounth e mais uma pescaria, sem sucesso

 a nossa "cottage"


 o Manel e a Tess


 a lagarta...

 ...que deu a borboleta. Ela estava a olhar para mim e não usei zoom. Ela fez se à foto e só depois voou!!









9 de dezembro de 2014

Wellington num Parking


Dormimos 3 noites em Wellington sem encontrar um camping, apenas parkings de hostels ou de motels nos aceitavam, a troco de 15$ por pessoa com direito a usar a casa de banho e a cozinha. Uma roubalheira! O Motel mais barato custava 100$ o que é uma fortuna por um lugar básico para dormir, por isso optamos pela caravana e pelo parque de estacionamento. No primeiro, fomos os últimos a chegar e ficamos colados ao lixo (não dava para abrir a janela e só queria sonhar que estava noutro lugar), no ultimo ficamos 2 noites e o hostel era engraçado, deixando de ser tão mau estar no parking. 
O tempo estava cinzento e muito frio, com ventos que nos abanavam enquanto dormíamos.
Wellington foi considerada a cidade mais cool do mundo, em 2011. Tem alguns cafés com graça, restaurantes com pinta e a cuba´s street onde a  “gente cool” se passeia. As lojas de segunda mão, que eu adoro, são as únicas existentes, bem como objectos vintage de um passado recente Neo Zelandês. Muito interessante. Apenas com meia dúzia de prédios, numa espécie de financial district, toda a gente tem a sua casinha, com jardim, trampolim para as crianças e barco, com vistas magníficas e uma vida que nos parece bem pacata.
Os subúrbios de Wellington são baías e mais baías, colinas e mais colinas com casinhas de madeira, sem trafico e sem dificuldade de chegarem onde querem.
Visitamos o Te Papa Museum, o maior museu da NZ, com vários andares a mostrar a história e a arte do país que foi povoado há apenas 200 anos.
Depois de irmos ao jardim botânico, subimos no cable car , que aparece em todos os postais (que não vale nada a pena) e avistámos uma cidade que parece meia adormecida.
Nunca vi o Hobbit nem o Lord of the Rings, não são o meu género de filme, mas fomos espreitar a produtora que fez estes e outros filmes como o Tintin e o King Kong. Peter Jackson é sócio da produtora Weta Cave e encontrou aqui o lugar e as pessoas indicadas para fazer os efeitos especiais e as maquilhagens extraordinárias de grandes produções Hollyodescas.
Já chega de cidade, vamos mas é para o campo! saudades das ovelhinhas!

 fogueira no camping antes de chegarmos a Wellington


aqui dormimos, sozinhos com o som da passarada

 a caminho

 cidade, ainda antes de chegarmos

 muitas lojas de velharias ou vintage, como queiram, pelo caminho.


kilos de quinquilharia 

 Te Papa Museum, a fazer uma Selfie.

 Bill Culbert, Neo Zelandês que esteve na Bienal de Veneza

Baías nos arredores de Wellington




 assistimos a um jogo de criquete

 cable car

 o ponto alto do Jardim Botanico para o manel. Porque é que não temos parques infantins assim ?:(



 Jardim só de rosas que parece não ter graça, mas daqui já dava para sentir o cheiro incrível das varias cores de rosas

 a foto não mostra cheiros, é pena...

 wellington sunday mood :) fato de treino é universal!!!!!

 cable car para a foto

 nas produções Weta Cave




 Cuba Street

 comemos fora pela 1ª vez. "Mae, isto são oculos?" e explicar-lhe que eu ouvia musica com isto...??? complicado...

 cuba street







5 de dezembro de 2014

Terras Vulcânicas


Estamos em Wellington, no sul da Ilha do norte, mas não vamos passar para a Ilha do Sul.  Para além de estarem temperaturas negativas, o que torna complicadas as noites na caravana, não temos tempo para fazer a ilha com calma. Optámos assim, por fazer com calma e sem pressas a ilha do Norte e ficar a sonhar com o dia em que voltaremos, para fazer a ilha do sulJ
De Wellington, falo no próximo post.
Os últimos dias, estivemos embrulhados na natureza, fizemos alguns kms e muitas curvas no meio de florestas, que pareciam não ter fim.
De vez em quando, lá aparecia uma cidadezinha, que mais parecia, uma cidade moderna de cowboys. Os edifícios, são de madeira, coloridos e cada um tem um serviço. A loja de pesca e caça, o banco, o correio, a mercearia, o cinema, a igreja... Todos na mesma rua deste far west mas...sem policias e sem ladrões! Aliás, nunca vimos um policia desde que chegamos! E pelo que ouvi, não deve haver país com menos criminalidade no mundo...
Também reparei num ou outro edifício art déco sem perceber bem porquê, mas depois acabei por ler que um grande tremor de terra, em 1930, trouxe novas construções a seguir padrões da época...
Fomos também a banhos, na região vulcânica de Rotorua e ficamos com pena de não ter feito o Jet Boat, nos rápidos. O Manel viu um a passar e disse que não ía L
O Sol, visitou-nos no dia em que mais precisávamos dele: o dia em que visitamos o Tongariro National Park e que avistamos os 3 imponentes vulcões. Dizem, que tivemos sorte, que não é fácil vê-los sem nuvens agarradas, mas nós vimos! Abençoada por isso! É inacreditável! A paisagem foi palco das filmagens do Senhor dos Anéis (não vi o filme) e de mais não sei quantos filmes e percebe-se bem porquê.  É o mais antigo parque nacional da NZ e Património da Humanidade. Mais de metade no ano faz se ski, no verão, caminhadas e passeios para todos os graus de dificuldade.
O Manel, comprou uma cana de pesca profissional e só quer ir para os lagos. O Ricardo começa a dar sinais de precisar de uma cidade. Estamos divididos. Next Stop Wellington!


no meio da madeira aparece isto 

 aqui dormimos e onde estava também um pescador que nos ofereceu uma truta. A primeira e ultima, que o ricardo arranja na vida.


 


 dormimos com 0 graus com toda a roupa que tínhamos. Até o corta vento levei para a cama nesta noite.

 Rotorua. Frio cá fora. Na água 37 graus. Sabia muito mas muito bem!


 piscinas quentes do camping

o Jet Boat que assustou o Manel

 numa paragem para almocar, o Manel experimentou a cana nova. Correu mal e estes cisnes pretos ficaram zangados.

 Tongarino National Park

 toquei-lhe!

 caminhadas

 noite na floresta, num caminho alternativo para Wellington que nos custou muitas curvas, más disposições e picadas de bichos (no meu caso)

 nós e a bicharada, fizemos uma fogueira para nos fazer companhia